sábado, 21 de fevereiro de 2009

sex on the city

Era chegada a hora de nos reencontrarmos de novo. Depois de algum tempo as coisas haviam mudado um pouco. Acho que me aproximei demais de uns e me distanciei demais de outros.
Bom mesmo era quando nós éramos um só. Os cinco. As garotas do Sex on the city e eu. A gente se divertia.
Tínhamos todas as historias em comum e um pouco mais que historias. Não eram incomuns nossas noites inteiras de filosofia de bêbado e vinho vagabundo... e idéias baratas que nos eram tão valiosas.
Quase ninguém entendia como eu poderia estar ali no meio delas. Mas quem nos via de perto sabia. Cada um de nós era peça fundamental no tabuleiro. Cada um de nós fazia um tipo de jogada e a movimentação de todas as peças é que fazia o jogo acontecer.
E agora? Dá um nervoso quando a hora se aproxima. Parece a noite de Natal e a espera do Papai Noel. Olho praquele portão e ela não aparece. Olho pra trás e não vejo nenhuma das outras. Será que acabou?
Dá tristeza. Mas eis que reconheço um sorriso no meio das pessoas que desembarcam. E o sorriso vem dos olhos. Saudade desse jeito de sorrir com os olhos. Cada vez ela sorri mais...e eu começo a me emocionar. Olho pra trás mais uma vez e as três bocós chegam juntas! Parece filme quando nos abraçamos os cinco ao mesmo tempo e eu choro.

- Ah, não...Deixe de ser mulherzinha!

depois de algum tempo as coisas nem mudaram tanto assim, afinal de contas.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Discurso de Steve Jobs para os formandos de Stanford

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei?Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro." Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante. Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação - o Macintosh - e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último". Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas - que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: "Continue com fome, continue bobo". Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

certo, eu não vou pedir nada

Eu estava sentado, esperando e acreditando que a vida pode te mostrar alguns sinais e você seguir os caminhos que ela deseja portanto. Mas um piscar de olhos pode fazer tudo mudar, talvez eu esteja viajando, então ignore. Eu posso ficar e esperar por mil sinais, todos vão me levar pra você nesse momento. Só esperando, esperando sentado. Não é algo fácil pra se fazer, esperar por você. Eu não devo esperar por você, nem bancar o idiota. Tá na cara que é isso que vai acontecer, como de costume, nós gostamos desse joguinho. Mas voce prefere quebrar as regras, nunca se sabe o que você vai fazer, cada passo seu é uma incognita. As palavras são as regras, elas tem uma força que você não imagina, nunca se sabe, never know.. A verdade mesmo é essa, nunca se sabe! Você me faz rir, me faz chorar, me faz acreditar, me faz sonhar, me faz pensar besteira, me faz esperar, me faz gritar..i know she thing its fine.. Você pensa que sabe o que está fazendo, o suficiente pra me fazer acreditar. Não é tão difícil dizer essas coisas no papel, mas quando você surge, the answers could be found.. lost in nowhere! Queria mesmo é fazer você parar um segundo do seu dia tumultuado e pensar em mim, em como sua vida poderia ser diferente se voce não fosse tão estupida! te odeio por isso! mas não se preocupe, só odeio.. amor e ódio andam juntos, você mesmo me falou aquele dia, ainda na minha memória..Você está há algum lugar agora tão distante, mas eu sinto você na minha janela..now that saturdays gone.. esperando por um dia melhor, um mundo melhor, uma palavra melhor. Olhe ao seu redor, você se comporta exatamente como eles, isso faz você feliz? Vá dar a eles o que mais desejam! Vamos fazer um trato, fingir que nada aconteceu, esquecer que falei com você naquele dia, e ir, go, gone, gone people, gone.. cada um segue por seu caminho, fazendo suas escolhas com os sinais que a vida vai lhe mostrando! Não tem nada de mal nisso, its our time! Não vamos perder tempo em futilidades e dias entregues ao tedio! vamos fazer somente o que nos deixam felizes! Será possivel? Podemos passar a noite perdendo tempo também, se preferes..Todos sabem da nossa historia, o que você mostraria a eles hoje a noite? Nobody knows.. Tantas perguntas, minha cabeça não para de girar, será que foi aquela culpa que você me deu? você me dopou de euforia e depois me esqueceu, esqueceu do que falou, esqueceu do que sentiu! Agora vem como se nada tivesse acontecido! Vou entrar na sua mente e repassar o filme que roda nos meus pensamentos! Ou melhor, te liberto e você me liberta dessa nostalgia sem fim!Fexou?

ps. esquece tudo e espera os sinais, melhor caminho, its not so hard that it seems, dreams be dreams..

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

mi *-

Tudo que tem a gente no nome. Me da medo, muito medo. Porque tem horas que eu me esqueço se sou você ou se sou eu.
Porque nunca pensei que o computador fosse trazer alguem tão importante na minha vida. Porque foi fazendo coisa errada que eu ganhei o melhor potinho para morar. E eu não conseguir ficar perto de você sem falar as coisas que eu sinto e algo que me assusta mais ainda. Eu nunca fui assim. Eu odeio falar o que eu sinto, mas pra você vem naturalmente. Porque você sou eu e as minhas coisas bocós são as suas coisas bocós.
E isso tudo é muito amor. Sabia?
Para os grandes, eu penso. E viro a cabeça pra pensar em outra coisa.
Sempre achei que é mais feliz gostar, amar é pra quem pode. Mas você ou a vida ou sei lá. Insiste. E então chega enorme.
E só me resta rir que nem quando vejo um cachorro todo bocózinho. Você ri. Vai fazer o quê? É o milagre maravilhoso da vida e eu ficando brega e cheio de medo e cheio de vontade de te contar tantas coisas e nem sei se você gosta de ouvir meus atropelos. Alias, acho que você odeia.
Muito amor. Com você sinto a fidelidade de ser tranquilo. Um pacto de paz com o mundo. Pra não me afastar de você quando estou longe.
E começa a parecer impossível que os martelos do apartamento de cima sejam realmente martelos. E é impossível que as chatices do dia sejam realmente sem solução.
O amor é terrivelmente fiel. Porque ele ocupa coisas nossas que nem existem nos sentidos conhecidos. É como tomar água morna depois de ter engolido um filtro inteiro de água geladinha. Ninguém nem pensa nisso.
Muito amor. E é orgânico dentro da gente ainda que vendo de fora não pareça caber. O corpo dá um jeito. Minha casca reclama, mas incha. Tudo faz drama dentro de mim, ainda que nada seja realmente de surpresa. Sentir isso era o casaco de frio que sempre carreguei no carro. Cansado, abandonado, amassado, sujo, velho.
Mas, de repente, tudo isso desistente tem serventia e a vida te abraça. O guarda-chuva do porta-malas. A carteira falsa do assalto que minha mãe mandava eu ter no porta luvas. Sentir isso são os trocos que você guarda pra emergência.
Amar grande é gastar reservas e ainda assim ter coragem pra dar o que não se tem. Amar grande é ter vertigem no chão mas sentir um chamado pra voar. Amar grande é essa fome enjoada ou esse enjôo faminto. É o soco do bem na barriga. É mostrar os dentes pra se defender mas acaba em sorriso. É o sal que carrego no bolso pra quando eu não aguentar a vida. É o açúcar que carrego junto. É tudo que pode sair do controle. É meu corpo caindo. E as almofadas de várias cores pra me dizer que pode dar certo. É o desespero aconchegante.
E eu amo muito você. Porque você é uma mistura que eu nem sei do que. É amiga, irmã, companheira, cumplice e bocó. É algo que não tem definição ainda pra mim.
Obrigado por tudo, viu? O abraço forte faz falta, mas a gente já chora junto e depois faz piada o/
E promessa é promessa, se esquecer te espancarei ate a morte (meuladoagresticodeser(k))

eu quero sua ajuda, mas sozinho assim não é possível...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

eu peço demissão

Venho, por este, apresentar oficialmente o meu pedido de demissão da categoria dos adultos.
Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as ideias de uma criança de cinco anos, no máximo.
Quero acreditar que o mundo é justo. E que todas as pessoas são honestas, bonitas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível.
Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim, e quero ficar encantado com as pequenas maravilhas deste mundo.
Quero voltar a me deitar em lençóis brancos bordados com patinhos e foguetes e a comer bolachinhas na cama encondidinho.
Quero de volta uma vida simples e sem complicações.
Quero correr descalço pela grama molhada atrás da minha sombra no muro, impinar pipa no sitio e brincar no balançe da praia deserta pela manhã.
Quero ficar horas pensando no que é que irie pensar hoje em dia...
Estou cansado dos dias cheios de computadores que falham, montanhas de papelada, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças, e necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe.
Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até ao dia do próximo ordenado.
Não quero mais ser obrigado a dizer adeus a pessoas queridas, e, com elas, a uma parte da minha vida.
Quero ter certeza de que há uma grande estrela no céu, e que é por isso que tudo está direitinho neste mundo.
Quero viajar ao redor dele, no barquinho de papel, que vou navegar numa poça deixada pela chuva.
Quero atirar pedrinhas à água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Quero voltar a achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada.
Quero ficar feliz quando conseguir segurar a laranja que caiu da arvore que parecia tão alta.
Quero poder passar as tardes de verão na sombra de uma árvore, construindo castelos de areia e dividindo-o com meus amigos.
Quero voltar a achar que os chicletes e os sucos são as melhores coisas da vida. Junto com os desenhos é claro.
Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de computador ou construção de lego.
Eu quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores do arco-íris, a tabuada, as cantigas de roda, e isso não me incomodava nadinha, porque eu não fazia a menor ideia de quantas coisas eu ainda não sabia...
Quero voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar, aborrecer e nos tornar infelizes.
Quero voltar a poder brincar de pega-pega e gato mia... se sentar ao fim da tarde no quintal e brincar com os últimos raios de sol e ficar à espera, no verão, pela senhora dos sorvetes ao fim da rua.
Eu quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
E acima de tudo, quero é estar convencido de que tudo isso vale muito mais do que o dinheiro!
Por isso, tomem aqui as chaves do carro, o seguro do mesmo, a lista do supermercado, as receitas do médico, o talão de cheques, os cartões de crédito, os cartões de identificação, o pacote de contas a pagar, a declaração de impostos, a declaração de bens, as passwords do meu computador e das contas no banco, e resolvam as coisas como quiserem.
A partir de hoje, isto é com vocês, porque eu ME DEMITO da vida de adulto!
Vou voltar a ser feliz, a ter sonhos de criança, a ver o mundo com os olhos inocentes de quem acredita no Papai Noel e na fada dos dentes, viver um sonho...
e acredito que vou ser capaz!
é o vaso quebrou

sábado, 14 de fevereiro de 2009

mundo (sur)real

Senhoras e senhores, do mundo fake de 2009.
Não façam um profile fake.
Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, diria: “Não façam um fake.”
Os não benefícios, a longo prazo, do uso do fake foram cientificamente provados.
Mas os conselhos que dou baseiam-se unicamente em minha própria experiência.
Eis aqui um conselho:
Desfrute do poder e da beleza da sua liberdade antes da fazer um fake. Ou esqueça.
Você só vai compreender o poder e a beleza da sua liberdade quando já estiver viciado.
Mas, acredite em mim. Dentro de vinte anos, você lembrar-se de tudo o que já passou com ele e de um jeito que não pode compreender agora, vai sentir saudades porque tudo era realmente fabuloso.
Você não é tão azarado quanto você imagina.
Não se preocupe com o tempo.
Ou se preocupe, se quiser, sabendo que a preocupação é tão eficaz quanto mandar um depoimento secreto para alguém que sempre aceita tudo que vê pela frente.
É quase certo que os amigos que realmente têm importância em sua vida são aqueles que nunca você chegou a conhecer ao vivo realmente, tipo aqueles que conversam com você até as 9 da manhã em alguma terça-feira que não é feriado.
Todos os dias adicionem alguém novo no seu profile.
Converse.
Nunca trate os sentimentos alheios de forma irresponsável.
Não tolere aqueles que agem de forma irresponsável em relação a você.
Relaxe.
Não perca seu tempo tentando fingir que é o melhor fake. Algumas vezes você realmente é, outras alguém te supera.
São vários fakes e, no final, você pode acabar sozinho.
Lembre-se dos amigos que antigamente foram seus únicos apoios. Esqueça aqueles que só falaram com você quando te adicionaram.(Se conseguir fazer isso me diga como.)
Guarde os depoimentos que te marcaram. Apague aqueles que não têm mais importância.
Mude de cara.
Não se sinta culpado se todo o dia você promete que vai parar de usar e não para. As pessoas mais interessantes que conheci, aos 22 anos, ainda não tinham conseguido largar. Algumas das pessoas mais interessantes de 34 anos que conheço ainda não conseguiram.
Cuide bem do seu coração, um dia você vai pegar amando alguém que não pode ter.
Talvez você se case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance uma valsa com um amigo do fake quando fizer 75 anos de casamento.
O que quer que você faça nunca abandone a sua vida fake. Afinal todas as suas escolhas tem 50% de chance de dar certo. E se não derem certo, é bom você ter aquele apoio mesmo que virtual.
Não tenha vergonha de dizer que você tem fake. Não tenha medo do que as outras pessoas pensaram de você. Ele com certeza mudou sua maneira de ver a vida.
Entre.
Mesmo que você tenha apenas 5 segundos para ficar no computador. Com certeza fará alguém feliz por cinco segundos.
Nunca leia os scraps alheios. A única coisa que eles fazem é te sentir mal.
Mas saiba entender seus pais. Você nunca sabe quando eles estarão certos sobre seu vicio.
Seja agradável com seus amigos. Eles são o seu melhor vinculo com o mundo real e aqueles que, no futuro, provavelmente nunca deixaram você na mão.
Entenda que amigos vão e vem, mas os que você conheceu no fake, ficaram no seu coração para sempre.
Trabalhe duro para transpor os obstáculos geográficos e dar um abraço real. Porque quanto mais você envelhece mais você precisa das pessoas que conheceu de um jeito maluco.
Visite um amigo fake, mas vai embora logo antes que ele ache que você se mudou pra casa dele.
Receba um amigo fake na sua casa, mas tome cuidado para ele não ficar pra sempre.
Viaje.
Aceite certas verdades eternas:
Um dia tudo isso vai acabar;
Tem gente que mente em off;
Você também vai se cansar. E quando você se cansar, vai fantasiar que, quando era viciado, as pessoas eram melhores. As brincadeiras eram mais legais e o mundo fake mudou.
Não espere que ninguém venha atrás de você saber porque você saiu do fake. Talvez até uma pessoa pergunte. Talvez façam campanha pra você voltar. Mas, você nunca sabe quando um ou outro são realmente verdadeiros.
Não troque todo dia sua foto do avatar. Se não, ninguém vai te reconhecer mais.
Tenha cuidado com as pessoas que você encontra pela frente, mas seja paciente com elas.
O fake é uma forma de nostalgia. E se lembrar dele é uma forma de resgatar o passado que fomos, esconder as partes feias e recontá-la por um preço maior do que realmente vale.
Mas, acredite em mim quando falo do profile fake.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

amor platônico

Bom, eu como todo ser humano já tive varios amores platônicos. Hum duram mais o que os outros e são mais intensos. Mas todos com sua suma importância.
Quem nunca se apaixonou por uma professora? Eu era gamadão, quando tinha meus 10/11 anos, na professora de inglês. Ela era entrar na sala e falar Hi, POR MERO ACASO, olhando para mim e eu já achava que era correspondido.
Não, nunca mandei cartinhas pra ela ou demonstrei. Afinal com 10 anos você não pensa no amor assim, ao menos na minha época.
Anos passaram e eu percebi que aquilo era apenas uma admiração e que ainda teriam muitas na minha vida. Mas, nunca pensei que durariam tanto tempo.
Confesso que quando vejo a Senhorita Fernanda entrar no gmail dela (que agora aparece quem tá on), aqueles cabelos grisalhos, mexem comigo. Ela deve ter já seus 60 anos, mas continua uma gatinha. Se eu precisasse de aulas de ingles seriam com ela, ok?

[praça]
G: - Não fala com o meu pai ainda, espera a próxima aula.
B:- Cara nada vai me fazer mudar. Nem to gostando, pra que pagar atoa?
G:- Vc fala isso porque não viu a próxima proooofessora.
B: - Vou esperar então

[aula]
Prof: - Então a gente vai aprofundar mais nas ortogonais, ok?
B: - Tá bom, já odiei. Vou falar com o Miltão agora.
G: - Espera ela virar de costas
*prof virando de costas*
B: - SENSACIONAL. Adoro produto.
G: - NÃO TE FALEI...
*mudando de mesa e abaixo minha cabeça na mesa*
Isa: - E ai nenem, vai fazer com a gente né?
B: - Essa aula ta me irritando...
Prof: - Gente, olha aqui na lousa
B: - agora eu to amando
Isa: - Safado....

*todo mundo termina e sai*
Isa: - Ai B. nem vai dar pra esperar, o estacionamento fecha.
B: - Que isso, vai indo. Sem pó *rezando pra ela sair logo* [...] E ai professora, a classe é sucegada, né?
Prof: - É ótima. Vocês são uns amores e você é viajado, hein?
B: - Viajado?
P: - É, fiquei sabendo das suas aventuras pelo mundo a fora.
B: - AAAAAAAAAH verdade [começei a contar minhas aventuras] e agora eu tô aqui. Mas sou santistão, se sabe né?
P: - Se é de SANTOS? Eu AMO Santos.
B: - Meudeus, falou pra pessoa errada. Porque sou mó orgulhoso disso.
P: - Mas eu adoro mesmo. Aquele sanduiches na praia. O cheirinho, meu deus...
B: - Já comeu o açai sarado?
P: - Não, nunca.
B: - Quando quiser, me avisa que eu te levo lá. Você vai ver que açai....
P: - Então tá combinado. Eu amo aquela cidade... E sabe o engraçado? Meus ex relacionamentos são tudo de lá
B: - Opa, é porque santista é tudo bom.
P: - Ôôô se é
B: - E olha que você acaba de conhecer o melhor deles....

[CENSURED]



MEU DEUS, QUE BUNDA HEIN BIA?
Vou sonhar com ela essa noite e a outra e a outra e a outra e a outra....

amo a bunda e a minha professora.


grito

que um dia eu tenha força o suficiente para não ser metade do que você é.
e quando me chamarem de pai, eu saiba o verdadeiro significado dessa palavra. porque eu acho que em algum momento você se esqueceu dele...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

conversas de uma aula pouco irritante

Enquanto isso, nas escolhas da vida...
- Desculpe a ignôrancia. É a turma tal?
Meus ouvidos conseguiram ouvir.
- Quem é esse Fulano?
- O que dorme em sala de aula?
- Não. É meu amigo

Vi o rosto familiar que procurava. Me sentei ao seu lado e logo a conversa surgiu.
- "L" passou naquela matéria?
- "L"?
- O que mandou a Dona H tomar naquele lugar?
- Não!!!
- Que pena dele. Você conhece o "V"?
- O que se masturbou daquela vez?
- Uhum. E o "F"?
- Não me lembro dele.
- É o que não se masturba, tadinho.

Olhando uma foto no orku
- Essa tal de "A" é a loira gostosa né?
- É apaixonada pelo "V"
- É? Mas ele só quer comer ela.
- Ah, é verdade! O que é apaixonado é "F", o funkeiro de piercing e vocabulário irritante, né? Me-do!
- Sei lá. Ele tem cara de virgem.
- Vamo lá vê eles?
- A loira peituda vai estar?
- Vai vamos.
[...]
- Vic?
- B?
- MELDELS, meu mundo social tá aqui. ME-DO daqui a pouco eu viro o B de alguma fofoca

AMO MUITO TUDO ISSO