quarta-feira, 11 de março de 2009

conversas de intervalo

- porque fulano me ligou ontem. acho que vamos ficar
- seeeerio? que bom! eu e o siclano tamos quase namorando...
*meia hora depois*
- e você hein bruno? só fica quieto mesmo?
- claro, antes ficar quieto que falar bobagem...
- aaaaaaah qual é, compartilhe com a gente.
- entao, mó estranho a cris não ter vindo hoje.. né?
- olhaaaaa tentando desconversar!
- não é serio. ela nunca falta e ontem achei ela meio calada..tristinha.
- vai ver é falta de bruno na vida dela
- se for, ela não vai aparecer nunca mais então.
- tá, chega de falar dela... nos conte sobre sua vida amorosa.
- hãhn?
- o bruno é daqueles que come quieto, sabe?
*minha cara me acusa*
- tá vendo? olha essa caraaaaaaa! DENUNCIOU.

odeio que minhas caras denunciam.
e odeio falar da minha vida pouco amorosa.
e odeio não ter o que escrever, a não ser isso.

é vermelha.

-boa tarde.
*aparece uma voz feminina do outro lado da linha*
-boa tarde, como posso te ajudar?
-então estou ligando pra avisar que já fizemos o deposito.
-hum...quem fala?
-bruno. não. não sou eu quem sempre liga pra avisar isso. a secretaria faltou eu só to fazendo um bico e preciso desligar logo porque tenho que fazer os MEUS afazeres. então pode confirmar ai e me liberar?
-claro, senhor. *silencio mutuo* -me passa os dados?
-fizeram o deposito na conta tal, agencia tal, valor tal.
-humm...a que horas por favor?
-as 14:15 e é vermelha, ok?
-hum? vermelha?
-sim, a cueca que uso hoje é vermelha.
-ah desculpe por tantas perguntas só queria ter certeza.
-bom agora você já tem certeza que minha cueca é vermelha.
-não senhor, sobre o deposito
-sim eu entendi, minha senhora. mas alguma pergunta?
-não, está tudo certo sim. confirmei aqui.
-obrigado

NA PROXIMA SE ME PERGUNTAR O HORARIO....

terça-feira, 10 de março de 2009

me faz tão bem

- é estranho, não é? esse silêncio...tipo ficar pensando no que irei falar.
- eu acho ridiculo isso. parece que só nos sentimos bem com as pessoas conversando e tem pessoas que não se precisa disso a gente se sente feliz no silêncio.
- ...
- é você é uma delas.


É. Ela cresceu. Não só de tamanho (afinal, um metro e setenta e três é muita coisa), mas cresceu de cabeça, de coragem, de força, de determinação. Mariana tem grandes sonhos e, aquela pequena menina, se transformou num mulherão que não passa mais despercebida. Aquela menina magrela e de auto-estima fraca, aquela menina invisível abriu espaço para uma garota de presença notável, de caráter forte e de coragem imensa.

Mari aprendeu a aproveitar pequenas felicidades diárias e, finalmente, parou de se preocupar e criar rugas à toa, por assuntos corriqueiros, inúteis. Apesar da força que ela transmite, ela jamais deixou de lado aquele jeitinho meigo, manhoso, carinhoso e carente dela. Mariana cresce, "envelhece", mas nunca perde o hábito de fazer manha, de pedir colo e, como esquecer, o hábito de se fazer de desintendida. Ela "pesca" as coisas muito bem e se faz de "loira burra" só para poder fazer aquela carinha de não entendi. Um charme. Seria inconveniência se passasse despercebida. Não. Não ela.

O que adimiro, é que Mari é uma completa criança boba, feliz. Ela pula quando alguém liga, ela corre para atender o telefone sempre que ele toca (e quando atende, está com um sorriso de orelha à orelha, ofegante), e pula e grita de felicidade quando alguém lhe dá uma lembrancinha. Sim! Ela a-do-ra ganhar presentes (por mais que diga que não, que isso não é importante). Pra certas coisas, Mari nunca cresce.

O mundo gira conforme a música dela. O mundo toma as cores a formas que a Mari desenha todos os dias. E, tenho certeza, nas próximas décadas que ainda estão por vir, ela será -pelo menos- trezentas vezes mais feliz e trezentas vezes menos enganada. O mundo a pertence. E ela pertence ao mundo. (Por isso ele é tão bom, tão colorido e tão bonito)


hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar e me dizendo que eu sou o causador da tua insônia, que eu faço tudo errado sempre, sempre.

segunda-feira, 9 de março de 2009

aulas de antropologia

Bom como eu havia dito antes, a explicação ficava para a próxima aula.
Que será a de hoje e para entender e SÓ clicar nesse link que a professora abduziu o cérebro de uma simples mortal para ela nos passar essas informações.

Tá. Mesmo depois desse bla bla bla todo em lingüística não significativa ao meu cérebro, eu continuo achando que a professora só fala merda.
Passei semana passada inteira achando que era antropólogo. Quase me dirigi a um cemitério e comecei as escavações. Se fosse pego iria alegar que sou designer-antropólogo que para desenhar um mundo, fui fazer pesquisa de campo. O que todos sabemos que é zuper valido.
Mas com medo de me prenderem fui devidamente trancafiado a semana toda dentro de casa e se passava perto de cemitérios minhas mãos eram atadas.
MAS NÃO SATISFEITO COM A CATEGORIA DESGINER-ANTROPOLOGO hoje descobri que sou assassino de gatos.
Claro, nada melhor do que começar a aula de hoje com a velha historia do gato no microondas. Porque um designer gráfico, incompetente, não desenhou um gato com uma cruz em cima, proibindo a utilização de gato dentro do microondas. Claro ele realmente esperava que um ser colocasse seu gato para secar dentro dele.
Para cagar mais fora do potinho, ops dar mais informação para cérebros sedentos por aprendizado (q?) ela completou que ocupação não é profissão, fazendo a Cris surtar do meu lado. Depois de meia hora de falação onde só ouvia ocupação e profissão. A Cris se calou, lembrou da mosca e do zíper.
E ainda falou que podemos encontrar mais sobre isso (o isso ficou vago, porque ninguém entendeu) no capitulo 6 do Baxter. Que todos lembraram que não era para ser comprado, pois apesar de ser o mais completo é o mais chato. Hum?
E eu sigo minha vida como desginer-antropólogo-assassino de gatos feliz, porque semana que vem irei acrescentar mais uma definição a lista. listada acima.

Silêncio

Disse pra mim. Nenhum pio. Não vou falar nada. Já que sou tão impróprio, inadequado, bobo. Já que nunca basto e se tento me excedo. Já que não sei o que deveria ou exagero em querer saber o que não devo. Nunca entendo exatamente, nunca chego lá, nunca sou verdadeiramente aceito pela exigência propositalmente inalcançável. Meu riso incomoda. Meu choro mais ainda. Minha ajuda é pouca. Meu carinho é pena. Meu dengo é cobrança. Minha saudade é prisão. Minha preocupação, chatice. Minha insegurança, problema meu. Meu amor é demais. Minha agressividade, insuportável. Meus elogios causam solidão. Minhas constatações boas matam o amor. As ruins matam o resto todo. Minhas críticas causam coisas terríveis. Minhas palavras cuidadas incomodam. Minhas palavras jogadas, mais ainda. Minhas opiniões sempre se alongam e cansam. Minhas histórias acabam sempre no egocentrismo ou preconceito. Meu sem fim dá logo vontade de encurtar. Minha construção, desconstrói. Meus soquinhos de frases são jovens demais. Meu bombardeio de coisas sempre acaba em guerra. Minha paz que viria depois nunca chega, pois eu nunca chego. Minha voz doce assusta. Minha voz brincalhona é ridícula. Minha voz séria alarde. Nenhum pio. Disse pra mim. Falar do que sinto é, na hora, desintegrar com seu olhar. Então fico me perguntando sobre o que deveria dizer, se só sei o que sinto. Devo sentir por personagens de livros, filmes, jornais e ruas? É assim que se diz sem ser o que não importa de verdade? E se for o contrário? Mas pra dizer do contrário, fica sempre no ar, é melhor não dizer. Se digo algo sobre minha vida, só sei falar de mim. Se digo algo sobre a vida dela, coitado de mim, achando que sei alguma coisa da vida. Se falo sobre a vida dos outros, que papo furado é esse? Se falo sobre coisas que sinto é apenas mais uma delas. Se provoco, estou sendo inconveniente demais e só quero brincar com os sentimentos alheios. Sobre livros, nunca são os que interessam. Sobre meu trabalho, nem quis ver. Meu trabalho é algo que realmente não posso reclamar. Meus sonhos evito falar, um medo de ser menino. Quieto. É assim que será. Se digo certo, isso logo acaba. Se digo certeiro, acabou. Se digo errado, nunca acaba. Se eu for homem, homem é um saco. Se eu for mulher, mulher só existe ela. Se eu for criança, fale com sua analista. Nenhum pio. Combinei comigo. Falar da gente pode? Pode, desde que, depois, eu tenha estrutura para ver toda uma massa desistente desabando sobre meu sofá pequeno. Nadinha. Não vou falar nada. Sobre dor, não toca. Sobre prazer, toca pouco. Nada. Porque toda vez que eu pergunto, quase ofende. E se respondo, ofende mais. E se exclamo, minha vontade de viver soterra. E se são três pontinhos, não posso. Se começo preciso terminar. Mas quando termino, ela já não está mais. Se repito, quase explode. Se digo uma, sou bom de ser guardado em algum lugar que nunca vejo. Se não explico, pareço louco. Se explico, sou louco. Quieto. Isso! Você consegue! Se for o que eu penso, eu penso errado. Se for o que eu não penso, errei por não pensar. Se não for nada disso, eu que pensasse antes. Nada. Não vou sussurrar. Nem gemer. Nenhum som. Respiração muda. O silêncio absoluto. Olhando pra ela. Lembrando de quando ela me disse que é no silêncio que se sabe a verdade. E a verdade chega como um teto gigante que desaba numa cabecinha de vento. O que eu mais temia. O que eu não queria descobrir. Ela me diz. E o pior é que eu nem posso falar por ela. É tudo mentira.

domingo, 8 de março de 2009

antropologia is life (H)

prof: - bom como vocês sabem o design é inteiramente ligado a antropologia
*geral faz cara de: tá você fala muita merda, mas essa ganhou*
eu: - então professora, quer dizer que eu poderei sair da facul e trabalhar na area de antropologia?
*gargalhadas*
prof: - é claro que não. você me entendeu...
careca: - é eu entendi. qualquer dia desses um antropologo pode te pedir para desenhar um carro para ele. ou uma cadeira, ou uma caneta, ou celular, ou um abajour...
zé: - ou o espaço, ou aeronave...ou O MUNDO!
*mais gargalhadas*
prof: - é claro que não é isso. é que antropoligia está diretamente ligada ao design pois BIFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFF (deu tilti nos alunos, afinal meia hora de babozeira não dá.)
eu: - tá, quando começaremos a escavar os ossos?


*mais tarde*
eu: - alguem entendeu o treco da antropologia?
careca: - meu eu nem escuto o que ela fala. ela viaja
bebado: - eu tava pensando da gente ir pro bar
*geral faz cara de: tá você fala muita merda, mas essa ganhou*
zé: - pô eu acho que entendi porque a antropoligia é o estudo do corpo humano e a gente tem que saber isso, para fazer coisas ergonomicas
cris: - tá tá tá tá otimo zé...ninguem quer saber ok?

se desing é inteiramente ligado a antropologia você só sabera na proxima aula...
só sabemos que antropologia is life..desenharemos mundos para antropologos conceituados (H)

sexta-feira, 6 de março de 2009

mais (uma de) amor

"Você disse que não sabe "se não", mas também não tem certeza que "sim"...”
Sempre foi assim. Eu de cá. Você de lá. E o nosso pra sempre.
" Quer saber? Quando é assim deixa vir do coração...Você sabe que eu só penso em você e você diz que vive pensando em mim..."
Precisei de alguns anos pra entender o nosso jeito de amor e alguns segundos pra desentender tudo de novo.
"Eu levo a sério mas você disfarça...."
O amor é simples. Você foi direta. Abalou minha instabilidade. E me deixou aqui, pensando como tudo é tão claro e simples.
“ Você me diz à beça e eu nessa de horror...”
E cá estamos, novamente, no nosso encontro, com seu juízo e com minha falta dele.
"... Insiste em zero a zero e eu quero um a um......"
Guardei aqueles momentos do nosso pra sempre!
"... do jeito que a gente arrumou, pra não deixar de se amar..."

quinta-feira, 5 de março de 2009

um vinho tinto, por favor, meu bem?

O teu cheiro me abre o paladar como se teu pescoço tivesse o aroma de fino vinho tinto seco. Anseio por provar teu sabor, por definir teu gosto. Ajo com cautela, deliciando-me pacientemente antes de te levar à boca. Analiso você, toda, com os olhos e me detenho em detalhes, como o jeito que cerra os olhos ao me dizer alguma bobagem, ou como sai o som da sua voz ao dizer meu bem e a cicatriz que tem no braço. Teu olhar de imenso mar absorve toda a minha atenção e permito-me mergulhar. Te bebo, te degusto e me sacio de ti, meu bem.

quarta-feira, 4 de março de 2009

vida de calango

Pois é, começaram minhas aulas na faculdade. Há um mês, mas eu só quis vir falar sobre isso agora. E daí? Eu só considerei que o ano começou agora mesmo.

Então...
Acordo 8 horas da manhã todos os dias, me espreguiço, dou bom dia para o sol, canto com os passarinhos e me sinto feliz.




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Mentira que vocês acreditaram, né?

Bom, acordo mesmo às 8 horas da manhã, mas não é com uma felicidade tão grande assim... A não ser quando tem aula da Bia (é a ....bia)
O melhor foi a 1ª semana de aula, onde os veteranos trituraram as carcaças dos bixos com suas táticas de tortura chinesa, repletas de crueldade e sadismo. E os obrigaram a prostituir seus corpos para conseguirem dinheiro para a gloriosa e tão esperada choppada!
Tá, eu exagerei. Mas acontace que eu não sou bixo...

- Hey, você é bixo corre pra cá.
- Nada, tô no segundo ano.
- hum *olhos nipe brad pitty em queime antes de ouvir*
- É serio...
- Se fosse você bixo, eu lembraria. Você é um [P]
- Eu sei...eu FUI um [p]
- FOI???? Continua sendo...
- Bom, isso a gente vê depois mais agora eu tenho que ir pra sala...
- Vai lá . hummm [P] plus ainda!
no4

Mas a questão é a seguinte:
Nessa vez eu não tinha aquele medo deu nao ser nada nessa vida, porque eu já sou algo. dã!
E nem de acabar sendo vizinho do tio Jorge, la na feirinha Hippie. Porque se der merda eu já to empregado mesmo.
O que me aborrece é ter que sair de casa bem na hora dos seus programas favoritos! Ou ter que largar a net as 1 da manhã...(tá as 2 hrs e quando tem gente agradavel on as 3 hrs - LIMITE)
Não sei por quanto tempo irei aguentar.

E sem contar que agora estou fazendo pós TAMBEM e tem aula aos sábados. Durante a tarde!
Cara, absurdo! Nem posso mais ver o quadro "lata-velha"... Tsc. Vida bandida.

Bom mais tudo é compensando quando eu dor risada das caras de sono, ou dos Darth Vaider da vida.
E sem contar que MANO é bar hora do almoço, bar de madrugada...e QUALQUER atraso, falta o trabalho já tem um SUPER motivo...
TÁ TÁ..to adorando pouco essa vida (H)

- e a gente? mata calango de sede

domingo, 1 de março de 2009

sem você


video

nem tem graça!